Escada rolante Central–Mid-Levels
Cerca de 800 metros de escadas rolantes e esteiras cobertas que vencem 135 metros de subida entre Central e Mid-Levels, atravessando os bares e restaurantes do SoHo.
Ver detalhes de Escada rolante Central–Mid-Levels
Na travessia do Star Ferry, um marinheiro arremessa a corda e outro, no píer, a fisga com um gancho, do jeito antigo. Atrás deles, uma parede de arranha-céus sobe do mar até a montanha.
O pão de abacaxi, rei das padarias locais, não leva abacaxi: o nome vem da casca craquelada e dourada, que lembra a pele da fruta. Em 2014, o governo incluiu o pão na lista de patrimônio cultural imaterial de Hong Kong.
O cartão Octopus estreou em 1997 e foi o segundo sistema de pagamento por aproximação do mundo. O nome em cantonês fala em chegar às oito direções, uma referência aos pontos da bússola.
Até 1926, o Peak Tram era movido a caldeiras a vapor alimentadas com carvão e dividia os passageiros em três classes, com tarifas diferentes para cada uma.
O Templo Wong Tai Sin foi o primeiro templo taoista autorizado pelo governo a celebrar casamentos e emitir certidões.
Cerca de 800 metros de escadas rolantes e esteiras cobertas que vencem 135 metros de subida entre Central e Mid-Levels, atravessando os bares e restaurantes do SoHo.
Ver detalhes de Escada rolante Central–Mid-Levels
2Templo de 1847 na Hollywood Road, em Sheung Wan, dedicado ao deus civil Man Cheong e ao deus guerreiro Kwan Tai, com espirais de incenso pendendo do teto.
Ver detalhes de Templo Man Mo
3O morro mais alto da ilha de Hong Kong, com 552 metros, alcançado pelo Peak Tram, funicular inaugurado em 1888 que sobe a encosta em cerca de cinco minutos.
Ver detalhes de Pico Victoria e Peak Tram
4As balsas que cruzam o porto Victoria desde 1888, ligando a ilha de Hong Kong a Kowloon por poucos dólares, numa travessia curta com o skyline dos dois lados.
Ver detalhes de Star Ferry
5Templo taoista ao pé da Lion Rock, famoso pelo lema "o que você pede, você recebe" e pelo barulho das varetas da sorte sacudidas em copos de bambu.
Ver detalhes de Templo Wong Tai Sin
6Convento budista reconstruído no estilo da dinastia Tang, todo em madeira de cipreste encaixada sem pregos, de frente para um jardim clássico chinês aberto ao público.
Ver detalhes de Convento Chi Lin e Jardim Nan LianMuseu de cultura visual contemporânea aberto em 2021 em West Kowloon, com arte, design, arquitetura e cinema, numa torre cuja fachada de LED vira tela gigante sobre o porto.
Ver detalhes de M+
8Mercado noturno de Kowloon com mais de 100 barracas, barganha liberada, comida de rua e restaurantes de frutos do mar, numa rua que já serviu de cenário a vários filmes.
Ver detalhes de Mercado noturno da Temple Street
9Estátua de bronze de 34 metros sentada sobre um lótus no planalto de Ngong Ping, em Lantau, concluída em 1993 ao lado do Mosteiro Po Lin. São 268 degraus até ela.
Ver detalhes de Grande Buda (Tian Tan) e Ngong Ping
10Vila de pescadores no oeste de Lantau, com casas de palafita sobre o canal, peixe salgado e pasta de camarão nas lojinhas e passeios de barco atrás do golfinho-rosado.
Ver detalhes de Tai O
11O calçadão de Kowloon de frente para a ilha de Hong Kong, com a Avenida das Estrelas e plateia garantida para o show de luzes que acontece todas as noites às 20h.
Ver detalhes de Orla de Tsim Sha Tsui e Sinfonia de Luzes
12Trilha pela crista entre o Shek O Peak e o Wan Cham Shan, com o mar dos dois lados da ilha, que termina na baía de Big Wave Bay depois de cerca de 8,5 km.
Ver detalhes de Trilha Dragon's BackEm 1993, Hong Kong resolveu a ladeira do jeito mais Hong Kong possível: enfileirou 18 escadas rolantes e três esteiras cobertas ao longo de uns 800 metros morro acima. São 135 metros de desnível vencidos sem esforço, com lojas, quitandas e mesinhas de bar passando de lado como numa vitrine em movimento. A estrutura aparece até no filme Chungking Express, de 1994.
O sistema mudou a vizinhança: restaurantes e bares foram ocupando as ruas cruzadas e ajudaram a formar o SoHo. Repare no sentido: de manhã cedo as escadas descem e, no resto do dia, sobem até a meia-noite. Quem quer subir no horário da descida usa as escadas comuns ao lado, e entende rapidinho por que a obra foi feita.
2Na Hollywood Road, uma porta pequena leva a um salão de luz baixa e ar enfumaçado, onde espirais de incenso pendem do teto como lustres acesos. O templo é de 1847 e homenageia duas divindades ao mesmo tempo: Man Cheong, o deus civil, ligado às letras, e Kwan Tai, o deus guerreiro. Dois padroeiros, um para a prova e outro para a briga.
O conjunto, hoje monumento tombado, inclui o Kung So, salão vizinho onde a comunidade chinesa se reunia para tratar de assuntos coletivos e resolver disputas. É um templo em uso, com fiéis acendendo incenso enquanto os visitantes passam, então vale circular devagar e falar baixo.
3Antes de 1888, quem morava no Pico subia a encosta carregado em liteira. Naquele ano estreou o Peak Tram, apontado como o primeiro funicular da Ásia, e a subida de cerca de 1,4 km passou a levar uns cinco minutos. Há trechos com até 48% de inclinação, e você faz o percurso inteiro com as costas grudadas no encosto do banco, vendo a cidade afundar pela janela.
A estação de cima fica sob o Peak Tower, um centro de compras e lazer. Mas o programa mais gostoso é de graça: o circuito plano pelas ruas Lugard e Harlech, que contorna o morro com vista para o porto, Kowloon e as ilhas de Lantau e Lamma. O cume em si é ocupado por antenas e fechado ao público.
4A companhia nasceu em 1888 como Kowloon Ferry Company e ganhou o nome atual dez anos depois. Desde então, as embarcações têm nomes que terminam em "Star": Morning Star, Twinkling Star, Solar Star. Repare na atracação, que ainda é feita à moda antiga: a corda voa do barco para o píer e alguém a apanha com um gancho.
É transporte público, não passeio turístico, e por isso custa pouco. A rota principal liga Central a Tsim Sha Tsui, e há outra entre Wan Chai e Tsim Sha Tsui. O andar de cima custa um pouquinho mais e tem a vista mais aberta. Em 2009, a Sociedade Americana de Escritores de Viagem colocou essa travessia no topo da sua lista de passeios de balsa mais empolgantes.
5O som que recebe você é de bambu. Fiéis ajoelhados diante do altar sacodem cilindros cheios de varetas numeradas até que uma salte para fora: é o kau cim. O número é trocado por um papel com a previsão, que intérpretes leem nas bancas ao lado, e muita gente confere com mais de um, por via das dúvidas.
Concluído em 1921, o santuário homenageia o imortal Wong Tai Sin e ocupa 18 mil m² ao pé da Lion Rock, com um Muro dos Nove Dragões inspirado num modelo de Pequim. Na véspera do Ano-Novo Lunar, milhares de pessoas esperam a meia-noite do lado de fora para correr até o altar principal: a tradição diz que quem oferece o incenso primeiro garante mais sorte no ano.
6Em Diamond Hill, um conjunto de salões de madeira de cipreste se sustenta só com encaixes, sem nenhum prego. Fundado em 1934 como retiro de monjas budistas, o Convento Chi Lin foi reconstruído em 1998 no estilo da dinastia Tang e reúne 16 salões, biblioteca, pagode, torre do sino e torre do tambor, num terreno de mais de 33 mil m².
Do outro lado da rua fica o Jardim Nan Lian, um jardim clássico chinês de cerca de 35 mil m², também no estilo Tang e cuidado pelo próprio convento. Os salões e o jardim abrem todos os dias, sem cobrança de entrada. O barulho de Kowloon some assim que você passa o portão, e volta inteiro quando sai.
Projetado por Herzog & de Meuron com o escritório Farrells, o M+ abriu em novembro de 2021 com a forma de um T de cabeça para baixo: as galerias ficam numa grande laje horizontal e a torre sobe por cima. À noite, a fachada voltada para o porto, cheia de LEDs, vira uma tela para obras em vídeo que dá para ver da ilha de Hong Kong.
O acervo cobre arte, design, arquitetura e imagem em movimento dos séculos 20 e 21, com uma linha dedicada à cultura visual de Hong Kong. A doação do colecionador suíço Uli Sigg, com mais de 1.400 obras de arte contemporânea chinesa, é um dos pilares da coleção.
8A rua leva o nome do templo de Tin Hau construído ali, mas a fama vem do que acontece depois do entardecer. Os carros são barrados, a multidão chega e mais de 100 barracas vendem roupas, relógios, celulares e bugigangas de segunda mão. O apelido local de "rua dos homens" vem da moda masculina vendida nas bancas.
Pechinchar faz parte do jogo, com sorriso e sem pressa. Quando a fome apertar, procure os lanches de rua, os restaurantes de frutos do mar e o arroz servido em panela quente. Entre uma barraca e outra aparecem clínicas antigas de medicina chinesa. Se a cena parecer familiar, é porque a rua já estrelou filmes como The God of Cookery, de Stephen Chow.
9A ida já é metade da graça. De Tung Chung, o teleférico Ngong Ping 360 leva cerca de 25 minutos até o planalto, sobre as encostas verdes de Lantau. Lá em cima, 268 degraus separam você do Buda, sentado sobre um lótus num altar de três níveis e cercado por seis figuras de bronze que representam oferendas. A mão direita erguida simboliza afastar o sofrimento.
Concluída em 1993, a estátua foi montada com 202 peças de bronze sobre uma estrutura de aço e pesa mais de 250 toneladas. Por dentro há três andares de exposição e uma relíquia que, segundo a tradição, guarda restos cremados de Buda. Ao lado fica o Mosteiro Po Lin, que completa a visita.
10Tai O quer dizer algo como "grande enseada", e o nome faz sentido quando você vê os braços de rio que cortam a vila. Sobre eles se equilibram as pang uk, casas de palafita que lembram o tempo em que o lugar era conhecido como vila tanka, de gente que vivia da água. O apelido de "Veneza de Hong Kong" é exagero simpático: aqui, o que perfuma as ruas é o peixe salgado e a pasta de camarão vendidos nas portas.
Moradores oferecem passeios curtos de barco para tentar avistar o golfinho-branco-chinês, o famoso golfinho-rosado. Em terra, o Templo Yeung Hau, de 1699, é monumento tombado, e a antiga delegacia de polícia virou um hotel-boutique de nove quartos.
11Pouco antes das 20h, a orla de Tsim Sha Tsui vira arquibancada: gente encostada no parapeito, celular a postos, todo mundo virado para a ilha de Hong Kong. Então os prédios do outro lado começam a piscar, disparar lasers e holofotes em sincronia com a música. É a Sinfonia de Luzes, em cartaz desde 2004 e reconhecida pelo Guinness como o maior show permanente de luz e som do mundo.
A apresentação dura cerca de 10 minutos e a narração muda de língua conforme o dia da semana: inglês, mandarim ou cantonês. O melhor ponto para assistir é a Avenida das Estrelas, trecho da orla que homenageia o cinema de Hong Kong. Chegue antes para passear com calma por ali, de frente para o porto.
12Do ponto de ônibus em To Tei Wan, na Shek O Road, a trilha sobe até o Shek O Peak e segue pela crista que os moradores chamam de Lung Chek, as costas do dragão. É estreita, com encostas íngremes dos dois lados, e mostra o mar a leste e a oeste ao mesmo tempo, com a península de Clear Water Bay e a ilha de Tung Lung ao fundo.
O percurso completo, de cerca de 8,5 km, faz parte do trecho 8 da Hong Kong Trail e desce pela trilha do Pottinger Peak até Big Wave Bay, onde uma área de piquenique espera os pés cansados. O caminho é acidentado: tênis com boa aderência e água de sobra fazem diferença.
O Octopus paga metrô, ônibus, balsas e bondes, além de compras em lojas de conveniência, supermercados e restaurantes. Há versões pensadas para turistas, inclusive no celular.
Os ciclones tropicais podem aparecer de maio a novembro, com mais chance entre julho e setembro. Acompanhe os alertas do Observatório de Hong Kong: com tempo severo, o show de luzes do porto é suspenso, e chuva forte ou neblina podem atrapalhar balsas e voos.
De maio a agosto, as tardes costumam passar dos 31 °C com muita umidade, e cerca de 80% da chuva do ano cai entre maio e setembro. Deixe trilhas para o começo da manhã e leve guarda-chuva sempre.
Man Mo, Wong Tai Sin e Chi Lin são lugares de culto ativos. Fale baixo, evite flash e não fique na frente dos altares enquanto alguém reza ou acende incenso.
Na Temple Street, negociar o preço é normal e esperado. Faça uma contraproposta com calma e bom humor, e só negocie o que de fato pretende levar.
Comer fora é quase um esporte local em Hong Kong, em parte por causa das jornadas longas de trabalho. Os três palcos principais são o yum cha, ritual de tomar chá com dim sum que as famílias costumam cumprir nos fins de semana; os cha chaan tengs, cafés populares com cardápio de influência ocidental adaptada ao gosto cantonês; e os dai pai dongs, barracas ao ar livre de pratos quentes salteados na hora, cada vez mais raras. O nome dai pai dong quer dizer algo como "barraca da placa grande", uma referência à licença de funcionamento.
Porções pequenas, quase sempre no vapor, que em algumas casas ainda passam em carrinhos entre as mesas. Peça o cha siu bao, pãozinho recheado de porco assado.
Apelidado de chá meia-calça, é a bebida-assinatura dos cha chaan tengs e forma, com o pão de abacaxi, a dupla clássica do lanche local.
Pão doce de casca craquelada, sem um pedaço de abacaxi. Na versão bolo yau, vem quente e aberto com uma fatia grossa de manteiga dentro.
Presença garantida nos cha chaan tengs, ao lado do congee e das tortinhas de ovo, para quem quer comer bem e rápido.
Utilizamos cookies e tecnologias semelhantes, como o Google Analytics, de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições. Você pode recusar a qualquer momento na política.