1Ping An Finance Center e mirante Free Sky
Arranha-céu de 599 metros concluído em 2017, o mais alto de Shenzhen, com o mirante Free Sky no 116º andar e o centro de Futian inteiro lá embaixo.
Ver detalhes de Ping An Finance Center e mirante Free Sky
Em Shenzhen, a manhã pode ser garimpando cabos e placas nas galerias de Huaqiangbei e a tarde em Dafen, a vila onde milhares de pintores reproduzem quadros famosos à mão, um pincel de cada vez.
O nome 深圳 remete a valas de drenagem: na fala local, 'zhen' designava as valas que irrigavam as plantações.
O Ping An Finance Center tem 33 elevadores de dois andares, que chegam a 10 metros por segundo.
Gankeng fez chapéus hakka por mais de 200 anos, mas o último artesão da vila morreu em 2002. Quatro anos depois, o chapéu de bambu de Gankeng entrou na lista de patrimônio imaterial de Shenzhen.
Nos anos 1990, o pintor Huang Jiang, que deu início às reproduções de Dafen, recebeu de uma rede de varejo americana uma encomenda de 50 mil quadros para entregar em 14 dias.
1Arranha-céu de 599 metros concluído em 2017, o mais alto de Shenzhen, com o mirante Free Sky no 116º andar e o centro de Futian inteiro lá embaixo.
Ver detalhes de Ping An Finance Center e mirante Free Sky
2Bairro de Futian tomado por shoppings de eletrônicos: componentes, telas, celulares e acessórios em milhares de balcões, com uma rua de pedestres no meio.
Ver detalhes de Huaqiangbei
3Vila de Longgang onde milhares de artistas pintam e vendem quadros a óleo, de reproduções de obras famosas a trabalhos autorais, em ateliês abertos para a rua.
Ver detalhes de Vila de Pintura a Óleo de Dafen
4Cidade murada com muralhas de 1394 que foi sede do condado de Xin'an, território que incluía o atual Hong Kong. Hoje mistura portões antigos e vida de bairro.
Ver detalhes de Cidade Antiga de Nantou
5Antigo polo industrial dos anos 1980 em Nanshan, transformado a partir de 2004 em parque criativo com galerias, livrarias, cafés e escritórios de design.
Ver detalhes de OCT-LOFT
6Parque de 13 km sobre aterro na margem norte da baía de Shenzhen, aberto em 2011, com um trecho leste de manguezal que recebe aves migratórias.
Ver detalhes de Parque da Baía de Shenzhen
7O ponto mais alto de Shenzhen, com 943,7 m, dentro de um parque nacional de floresta entre Luohu e Yantian, com trilhas de 5,5 a 7,8 km até o topo.
Ver detalhes de Monte Wutong
8Duas praias vizinhas na baía de Mirs, no leste: Dameisha, com cerca de 1,8 km de areia e aberta em 1999, e Xiaomeisha, menor, logo a oeste.
Ver detalhes de Praias de Dameisha e Xiaomeisha
9Fortaleza da dinastia Ming erguida em 1394 para proteger a costa de piratas, a cerca de 55 km do centro, que resistiu a um cerco de mais de 40 dias em 1571.
Ver detalhes de Fortaleza de Dapeng
10Vila hakka de Longgang com casarão do século XVIII, torres de vigia e a tradição do chapéu de bambu com franja, o liangmao, feito ali por mais de 200 anos.
Ver detalhes de Vila Hakka de Gankeng
1São 599 metros de vidro e aço inoxidável, e só a fachada pesa cerca de 1.700 toneladas. Projetado pelo escritório americano Kohn Pedersen Fox e concluído em 2017, o Ping An Finance Center é o prédio mais alto de Shenzhen e o segundo da China, atrás da Shanghai Tower.
O mirante Free Sky fica no 116º andar, a mais de 540 metros do chão. Lá de cima, Futian vira maquete: avenidas retas, quarteirões de torres e manchas verdes de parque, e dá para entender num olhar o tamanho do que foi construído em pouco mais de quatro décadas. Em dia de neblina, a vista some, então olhe o céu antes de comprar o ingresso.
2Aqui o que mais se vende não é o celular, e sim as peças que vão dentro dele. Huaqiangbei ocupa uns 2,9 km² de Futian e reunia cerca de 38 mil empresas em 2020, distribuídas em shoppings onde cada balcão se dedica a um item: conectores, LEDs, baterias, telas, capinhas. Engenheiros, revendedores e curiosos dividem os mesmos corredores.
O eixo do bairro é a Huaqiang Road, rua de pedestres com prédios de lojas dos dois lados. Mesmo sem comprar nada, vale assistir aos vendedores testando peças no balcão com uma agilidade de cirurgião. Se for comprar, teste tudo na hora e não conte com garantia internacional.
3Tudo começou em 1989, quando o pintor Huang Jiang passou a copiar quadros por encomenda nesta vila da periferia. Outros artistas vieram atrás e, por volta de 2014, cerca de 7 mil pintores trabalhavam em Dafen, que exportava milhões de telas por ano para os Estados Unidos e a Europa.
A visita é um passeio por ruelas de galerias e ateliês, com clássicos da história da arte pendurados ao lado de paisagens, retratos e trabalhos próprios dos pintores. O melhor é ver as obras em andamento e conversar com quem segura o pincel. Se bater a vontade de levar algo, uma tela sem moldura, enrolada, viaja bem na mala.
4Muito antes dos arranha-céus, quem governava a região despachava daqui. A área tem registro administrativo desde o ano 331, as muralhas atuais são de 1394, da dinastia Ming, e em 1573 Nantou virou sede do novo condado de Xin'an, que abrangia boa parte da Shenzhen de hoje e todo o território de Hong Kong. A sede só se mudou em 1953.
Muito da muralha se perdeu ao longo dos séculos, e Nantou virou uma vila urbana, com moradores, comércio e becos estreitos. Restam trechos dos muros, os portões sul e leste e cerca de 40 construções do período Qing ou do começo do século XX. Entre pelo portão sul e se deixe levar pelos becos.
5Nos primeiros anos da zona econômica, quase 60 indústrias funcionavam neste terreno. Quando as fábricas foram embora, no fim dos anos 1990, ficaram os galpões vazios. A reforma começou em agosto de 2004 e avançou em etapas por mais de dez anos, mantendo estruturas e marcas do passado industrial.
Hoje são cerca de 300 empresas de design e instituições culturais, com espaços de exposição, oficinas e cafés espalhados entre os antigos prédios de fábrica. É o lugar para andar sem pressa, entrar numa galeria por curiosidade e sair com uma ideia de decoração que não cabe no apartamento. Funciona bem entre Nantou e a orla, como uma pausa para o café.
6São 13 quilômetros de parque construídos sobre terreno aterrado na margem norte da baía, entre Nanshan e Futian. A abertura ao público foi em agosto de 2011, às vésperas da Universíada que a cidade sediou naquele ano. É aqui que Shenzhen vem respirar depois do expediente, com a água de um lado e a linha de torres do outro.
O trecho mais interessante fica no extremo leste, colado à reserva de manguezais da cidade. Shenzhen é parada importante de aves migratórias, e o parque tem até um centro de educação ambiental. Não tente percorrer tudo: escolha um trecho e caminhe até a luz do fim da tarde baixar sobre a baía.
7Os moradores chamam o Wutong de pulmão da cidade, e a cobertura de floresta, perto de 89%, justifica o apelido. O pico Grande Wutong tem 943,7 metros, o mais alto de Shenzhen, e a montanha abriga a nascente do rio Shenzhen. O parque nacional existe desde 1989.
São três caminhos principais. A estrada norte, com uns 7,8 km e fechada para carros e bicicletas, é a mais tranquila e leva de 2h30 a 3h30. A trilha do riacho Taishan, com cerca de 5,5 km, é a mais antiga e a mais procurada; a de Bitong, com 6,7 km, é a mais puxada. Na subida, a cidade some atrás das árvores e só reaparece lá em cima.
8Dameisha é a praia grande da cidade: cerca de 1,8 km de areia na margem norte da baía de Mirs, em Yantian, aberta ao público em 1999. Nos fins de semana de calor, parece que metade de Shenzhen teve a mesma ideia que você, então prefira um dia útil se puder.
Xiaomeisha, a vizinha a oeste, é menor e funciona como alternativa quando Dameisha lota; segundo guias locais, ela cobra entrada. Leve chinelo, protetor solar e paciência para o transporte de volta no fim da tarde, quando todo mundo resolve ir embora ao mesmo tempo. Depois do Wutong, um mergulho aqui é o melhor jeito de encerrar o dia.
9Os piratas foram o motivo e também o teste. Erguida em 1394, no leste do atual território de Shenzhen, a fortaleza de Dapeng aguentou em 1571 um cerco de mais de 40 dias, com os atacantes usando escadas para tentar vencer os muros. Séculos depois, foi um dos pontos de defesa da região na Guerra do Ópio contra os britânicos.
Protegida pela cidade desde 1983 e pela província desde 1989, ganhou em 1996 um museu dedicado à sua história. Fica a cerca de 55 km do centro, então não é passeio de meia hora: reserve o dia, de preferência um quarto dia de viagem, e combine com a costa leste.
10O chapéu é o símbolo daqui: um disco de bambu com um furo no centro e uma franja de pano preto em volta, feito para proteger o rosto de quem trabalhava no campo. Gankeng produziu esse liangmao por mais de 200 anos, e nas décadas de 1970 e 1980 praticamente toda casa da vila fazia chapéus para exportação.
Hoje a vila é uma área cultural erguida pelo grupo OCT em torno dos prédios antigos e, em 2017, entrou numa das primeiras listas nacionais de vilas de cultura e turismo. Procure o casarão Zhuangyuan, do período Yongzheng (1723 a 1735), o edifício Nanxiang, de mais de 120 anos, e as torres de vigia, e aproveite para provar a comida hakka.
Brasileiros com passaporte comum têm isenção de visto para estadias de até 30 dias (turismo, negócios, visita a familiares, intercâmbio ou trânsito); a validade anunciada vai até 31 de dezembro de 2026, e a regra já mudou várias vezes. Confirme na Embaixada da China antes de comprar a passagem. Ande sempre com o passaporte: a polícia faz checagens e não aceita cópia impressa.
Pagar pelo celular, com Alipay ou WeChat Pay, é quase universal, e os dois aceitam cartões estrangeiros vinculados. Instale e configure os aplicativos ainda no Brasil. Visa e Mastercard funcionam em hotéis e no aeroporto, que tem caixas eletrônicos para cartões estrangeiros, mas leve algum dinheiro em espécie como reserva.
Google, Facebook, YouTube e X ficam bloqueados na China, e outros sites podem ficar inacessíveis de tempos em tempos. Pela lei chinesa, serviços como VPN precisam de licença do governo. Baixe antes mapas, tradutor e documentos que vai usar e informe-se sobre as regras locais.
O verão é quente e úmido, e as chuvas vão de abril até o fim de setembro ou o começo de outubro; tufões aparecem no verão e no início do outono. Novembro e dezembro são os meses mais secos e os mais agradáveis para andar.
Há vários postos de fronteira, como Luohu, Futian e Baía de Shenzhen, e o trem de alta velocidade faz Futian a West Kowloon em 14 minutos nas viagens mais rápidas. Cada travessia passa por imigração: antes de planejar o bate-volta, confirme se a sua isenção permite reentrar na China continental.
O aeroporto de Bao'an fica a cerca de 32 km do centro e tem metrô no centro de transporte junto ao terminal. A rede de metrô, com 12 linhas em 2022, é o jeito mais simples de cruzar a cidade.
Shenzhen come como o resto de Guangdong, com dim sum e chá pela manhã, mas a gente que veio de todo o país trouxe junto as cozinhas de Chaoshan, Sichuan e Hunan. O cantonês é a base; o hakka, herança dos moradores antigos, aparece em carnes cozidas devagar, conservas e tofu recheado. Em Yantian, a pedida são os frutos do mar, e em Bao'an, as ostras.
Har gow de camarão, siu mai de porco e camarão e cheung fun, a folha de arroz enrolada com molho de soja adocicado. Em cantonês, 'beber chá' quer dizer exatamente isso: sair para comer dim sum.
Clássico hakka, nascido no vale do rio Dong, a leste da província. Antes era assado num monte de sal quente; hoje muitos restaurantes usam salmoura e forno ou vapor.
Vêm de Shajing, em Bao'an, e são famosas pelo tamanho e pela carne macia. Aparecem cruas ou cozidas.
Frango caipira cozido devagar em água de coco fresca, que adoça a carne. A cidade tem mais de mil restaurantes dedicados ao prato.
Utilizamos cookies e tecnologias semelhantes, como o Google Analytics, de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições. Você pode recusar a qualquer momento na política.