1Santa Sofia
Basílica bizantina inaugurada em 537 e mesquita desde 2020. Turistas estrangeiros visitam a galeria superior, com mosaicos, por uma entrada própria e paga.
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Na balsa entre Karaköy e Kadıköy, o garçom de bordo passa com chá em copinho de vidro e, em uns 20 minutos, você troca de continente sem precisar largar o copo.
O nome Istambul só virou oficial em 1930. A explicação mais aceita é que ele vem de uma expressão grega medieval que quer dizer algo como "para a cidade".
Desde 2013, o túnel ferroviário do Marmaray, com 13,5 quilômetros, passa por baixo do Bósforo: foi a primeira ligação por trilhos entre a parte europeia e a parte asiática da Turquia.
Os turcos são os maiores consumidores de chá do mundo por pessoa, mais de 3 quilos por ano, e quase tudo vem da província de Rize, no litoral do Mar Negro.
Um estudo aponta que se faz simit em Istambul desde 1525. Em 1593, o peso e o preço da rosca foram padronizados em Üsküdar, no lado asiático.
O Tünel, linha subterrânea que liga Karaköy à Avenida İstiklal, foi inaugurado em 1875 e continua levando passageiros ladeira acima.
1Basílica bizantina inaugurada em 537 e mesquita desde 2020. Turistas estrangeiros visitam a galeria superior, com mosaicos, por uma entrada própria e paga.
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2A Mesquita do Sultão Ahmed, do início do século 17, tem seis minaretes e mais de 21 mil azulejos de İznik. Continua ativa e recebe visitantes fora das orações.
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3Reservatório subterrâneo do século 6, com 336 colunas de mármore alinhadas sobre a água e duas cabeças de Medusa servindo de base a colunas.
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4Sede do poder otomano por quase quatro séculos, com pátios em sequência, um Harém de mais de 400 cômodos e um tesouro que inclui o Diamante do Colheireiro.
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5Mercado coberto iniciado em 1455 por Mehmed II, com cerca de 61 ruas e alguns milhares de lojas. Fecha aos domingos e feriados.
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6Projeto de Mimar Sinan para Solimão, o Magnífico, inaugurado em 1557 no alto de uma colina, com o túmulo do sultão e vista aberta para o Chifre de Ouro.
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7Torre genovesa de 1348, com cerca de 63 metros e uma varanda circular a uns 52 metros de altura que mostra a península, o Chifre de Ouro e o Bósforo.
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8A rua de pedestres de Beyoğlu entre a praça do Tünel e a Praça Taksim, com bonde nostálgico, o liceu Galatasaray e as meyhanes do Çiçek Pasajı à noite.
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9As balsas municipais cruzam o estreito várias vezes por hora: o jeito mais simples e barato de ver palácios, pontes e as duas margens da cidade.
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10O coração do lado asiático: um mercado de rua com peixe, picles e queijos junto ao cais e uma caminhada à beira-mar até o bairro de Moda.
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11Bairro asiático com mesquitas de Mimar Sinan ao lado do cais e uma orla, em Salacak, de frente para a Torre da Donzela e a silhueta da península.
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1Justiniano mandou construir a atual Santa Sofia, inaugurada em 537, e ela foi igreja por mais de nove séculos. Em 1453 virou mesquita, em 1935 reabriu como museu e, em 2020, voltou a ser mesquita. A cúpula fica a cerca de 55 metros do chão, e o pescoço sente.
O térreo é reservado à oração. O visitante estrangeiro compra ingresso para a galeria superior, onde estão os mosaicos bizantinos, como a Déesis e os retratos imperiais. A entrada turística fica no lado sul, perto da Fonte de Ahmed III, e a subida é por uma rampa antiga e irregular. Ombros e joelhos cobertos para todos; cabelo coberto para as mulheres.
2Construída entre 1609 e 1617 pelo arquiteto Sedefkâr Mehmed Ağa, a Mesquita do Sultão Ahmed ganhou o apelido pela decoração: mais de 21 mil azulejos de İznik e pinturas em que o azul domina. Uma história popular diz que o arquiteto ouviu "minaretes de ouro" (altın) como "seis minaretes" (altı); os historiadores tratam isso como lenda, mas os seis estão lá.
Depois de uma restauração longa, ela reabriu em 2023. Como é uma mesquita em uso, a visita para nas cinco orações diárias e, às sextas, durante a oração do meio-dia. Os visitantes entram pelo portão sul, tiram os sapatos e recebem um saquinho plástico para carregá-los.
3Desça alguns degraus a partir da rua e a luz baixa revela 336 colunas de uns 9 metros, em 12 fileiras de 28. A cisterna foi construída no tempo de Justiniano, ocupa cerca de 138 por 65 metros e podia guardar até 80 mil metros cúbicos de água.
No canto noroeste, duas colunas se apoiam em blocos esculpidos com o rosto da Medusa, de origem desconhecida. O lugar já apareceu em "Moscou contra 007", de 1963, e em "Inferno", de Dan Brown, e reabriu em 2022 depois de uma restauração.
4Mehmed II começou o palácio em 1459, seis anos depois de tomar Constantinopla, na ponta onde o Bósforo encontra o Mar de Mármara e o Chifre de Ouro. Dali os sultões governaram até a corte se mudar para Dolmabahçe, em meados do século 19. Em 1924, um decreto transformou o conjunto em museu.
O passeio é uma sequência de pátios, cada um mais reservado que o anterior. O Harém, onde viviam a mãe do sultão, as esposas e os filhos, tinha mais de 400 cômodos. No Tesouro, a aglomeração se forma diante do Diamante do Colheireiro e do Punhal de Topkapı.
5A construção começou no inverno de 1455 para 1456, sob Mehmed II, e o núcleo, o Cevahir Bedesten, ficou pronto por volta de 1461. Depois de incêndios e terremotos, o bazar chegou a umas 61 ruas cobertas e algo entre 3 mil e 4 mil lojas, onde trabalham cerca de 26 mil pessoas.
A estratégia é aceitar que você vai se perder. Escolha uma rua principal como referência, entre nos corredores laterais sem pressa e pergunte o preço em mais de uma loja antes de decidir. Se o lojista oferecer um chá, aceitar é gentileza e não obriga ninguém a comprar.
6Longe da praça de Sultanahmet, a Süleymaniye ocupa a Terceira Colina e foi projetada por Mimar Sinan, o arquiteto imperial, para Solimão, o Magnífico. A inscrição marca a fundação em 1550 e a inauguração em 1557, e a cúpula central chega a cerca de 53 metros.
A mesquita era o centro de um complexo com escolas, cozinha pública, hospital, banhos e lojas. No cemitério murado ficam os mausoléus de Solimão e de Hürrem, sua esposa; o túmulo de Sinan está logo fora dos muros, ao norte. Do terraço, o Chifre de Ouro compensa a subida.
7Os genoveses ergueram a torre em 1348, ao ampliar a colônia que mantinham em Gálata, e a chamaram de Torre de Cristo. Ela foi posto de vigia, observatório de incêndios e prisão, e é o que restou da cidadela medieval do bairro, demolida quase toda no século 19.
A varanda, a uns 52 metros, dá a volta inteira: cúpulas da península de um lado, margem asiática do outro. A tradição conta que, em 1638, Hezarfen Ahmed Çelebi saltou dali e voou até o outro lado do Bósforo. Os historiadores duvidam, mas é difícil olhar lá de cima sem imaginar a cena.
8São cerca de 1,4 quilômetro de rua de pedestres entre a praça do Tünel, no alto de Gálata, e a Praça Taksim. No tempo otomano era a Grande Rua de Pera; o nome İstiklal, "independência", veio em 1923. Para fugir da ladeira desde Karaköy, use o Tünel, de 1875.
O bonde nostálgico faz o trajeto inteiro e rende foto a cada passagem. No meio do caminho, a Praça Galatasaray guarda o liceu mais antigo do país, e mais adiante fica a igreja católica de Santo Antônio de Pádua. À noite, o movimento migra para as meyhanes, casas de petiscos e bebida, do Çiçek Pasajı e da rua Nevizade.
9O Bósforo tem cerca de 31 quilômetros e, no ponto mais estreito, as margens ficam a uns 700 metros uma da outra. Três pontes e dois túneis atravessam a água, mas o jeito clássico continua sendo o vapur, a balsa municipal da Şehir Hatları, que faz quase 900 viagens diárias entre 53 cais. Lembra a barca Rio–Niterói, com a diferença de que você desembarca em outro continente.
Para começar, pegue a linha comum de Eminönü ou Karaköy para Kadıköy: uns 20 minutos, pagos com o Istanbulkart. Quem quiser mais pode subir o estreito nos passeios que saem de Eminönü, passando por palácios como Dolmabahçe e pela fortaleza de Rumeli Hisarı, de 1451.
10Desça da balsa, passe pela estátua do touro, ponto de encontro do bairro, e entre no mercado em volta da rua Güneşlibahçe. As bancas vendem peixe fresco, queijos, especiarias, frutas secas, picles de todo tipo e até o turşu suyu, a salmoura dos picles. Dá para escolher o almoço pelo cheiro.
Dali, uns 15 minutos a pé levam ao calçadão de Moda, plano, com casas de chá e sorveterias de frente para o mar. No caminho, a rua Bahariye guarda a Ópera Süreyya, de 1927, e um bondinho histórico liga o centro de Kadıköy a Moda. Às sextas e sábados à noite, a Kadife Sokak, a rua dos bares, lota de moradores.
11Colonos de Mégara fundaram ali a cidade de Crisópolis no século 7 a.C. Hoje Üsküdar é um bairro de tradição religiosa, com muitas mesquitas históricas. Duas delas, projetadas por Sinan, ficam junto ao cais: a de Mihrimah Sultan, encomendada por uma filha de Solimão, e a pequena Şemsi Paşa, com uma biblioteca no pátio.
No fim da tarde, siga pela orla até Salacak. A Torre da Donzela aparece numa ilhota perto da costa e, atrás dela, o sol desce sobre as cúpulas e os minaretes da península. Quem ainda tiver fôlego pode subir a colina de Çamlıca, o ponto mais alto da cidade.
O cartão Istanbulkart vale para metrô, bonde, ônibus e balsas. Carregue um logo na chegada: é ele que paga a travessia do Bósforo.
Ombros e joelhos cobertos para todos e cabelo coberto para as mulheres. Os sapatos saem na entrada e vão num saquinho plástico. Lenços costumam estar disponíveis, mas levar o seu é mais confortável.
As mesquitas fecham para turistas durante as cinco orações diárias, e por mais tempo na sexta perto do meio-dia. Os horários mudam ao longo do ano: confira no dia.
A inflação na Turquia foi muito alta nos últimos anos, e os preços em lira mudam rápido. Leve algum dinheiro em espécie para mercados e balsas de bairro e deixe de 5% a 10% de gorjeta nos restaurantes.
O verão é quente e abafado; o inverno tem muita chuva, céu fechado e até neve em alguns dias. Primavera e outono são as épocas mais agradáveis para andar a pé.
O Aeroporto de Istambul fica longe do centro, no lado europeu, e é atendido pela linha M11 do metrô. Quem chega por Sabiha Gökçen desembarca no lado asiático.
Em Istambul se come andando, no cais e à mesa por horas. A cidade tem tradição antiga de restaurantes de peixe, com uma rua inteira deles em Kumkapı, e as meyhanes de Beyoğlu servem mesa cheia de petiscos para dividir. O kebab chegou com os migrantes do sudeste do país a partir dos anos 1960 e virou parte da paisagem. Entre uma refeição e outra, sempre aparece um copinho de chá.
Rosca de pão coberta de gergelim, vendida em carrinhos com o grito de "taze simit". Com chá, é o café da manhã de muita gente.
Filé de peixe, em geral cavala, grelhado ou frito e servido no pão com salada. Em Eminönü, sai direto dos barcos onde é preparado.
Chá preto forte, servido em copinhos de vidro em forma de tulipa. Cada um ajusta a força com água quente da chaleira dupla.
Café moído bem fino e preparado devagar no fogo, com água e açúcar, servido em xícara pequena com um copo d'água. A borra que fica no fundo serve para ler a sorte.
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