1Templo Xingtian
Templo de 1967 dedicado a Guan Yu, padroeiro dos comerciantes, que em 2014 se tornou o primeiro de Taiwan a abolir a queima de incenso.
Ver detalhes de Templo Xingtian
Em Taipé, você chega à catraca do metrô com um copo de chá na mão e lembra da regra bem a tempo: lá dentro, nem um gole. Do lado de fora, a cidade inteira parece estar comendo.
O nome Taipé vem da romanização de uma expressão que quer dizer "norte de Taiwan".
O aeroporto de Songshan fica dentro da cidade e foi o único aeroporto internacional de Taipé até 1979; hoje atende sobretudo voos domésticos.
Os fogos de Réveillon do Taipei 101 estrearam na noite de inauguração da torre, em 2004, e hoje fazem parte das transmissões da virada; muita gente assiste da região da prefeitura.
O amortecedor do Taipei 101, um pêndulo de aço de 660 toneladas pendurado perto do topo, pode reduzir em até 40% o balanço do prédio.
1Templo de 1967 dedicado a Guan Yu, padroeiro dos comerciantes, que em 2014 se tornou o primeiro de Taiwan a abolir a queima de incenso.
Ver detalhes de Templo Xingtian
2Salão branco de telhado azul inaugurado em 1980, com escadarias de 89 degraus e uma praça imensa que, desde 2007, se chama Praça da Liberdade.
Ver detalhes de Memorial Chiang Kai-shek e Praça da Liberdade
3Fundado em 1738 por imigrantes de Fujian e reerguido várias vezes, reúne em Wanhua altares a Guanyin, Mazu, Guan Yu e ao casamenteiro Yue Lao.
Ver detalhes de Templo Longshan
4Área de compras e diversão desde os anos 1930, Ximending é o lugar para gastar a energia que sobrou depois de uma manhã inteira de templos e história.
Ver detalhes de Ximending
5Templo erguido a partir de 1804 no lugar de um santuário de madeira, premiado pela UNESCO em 2003 por sua conservação e vizinho de porta do Templo de Confúcio.
Ver detalhes de Templo Bao'an de Dalongdong
6Rua aberta na década de 1850 que virou polo do comércio de ervas medicinais, tecidos e chá e que, antes do Ano-Novo Lunar, se transforma num grande mercado festivo.
Ver detalhes de Rua Dihua
7Torre de 508 metros inaugurada no fim de 2004, foi a mais alta do mundo até o Burj Khalifa e tem mirantes cobertos e ao ar livre perto do topo.
Ver detalhes de Taipei 101
8Morro de 183 metros com trilha que começa a poucos minutos da estação Xiangshan do metrô e termina em mirantes com o Taipei 101 bem de frente.
Ver detalhes de Montanha do Elefante (Xiangshan)
9Corredor de cerca de 600 metros em Songshan, conhecido pela costela de porco com ervas chinesas e ótimo para fechar o dia depois da Montanha do Elefante.
Ver detalhes de Mercado Noturno de Raohe
10Inaugurado em Shilin em 1965, guarda quase 700 mil peças de arte chinesa antiga, com estrelas improváveis como um repolho de jade e uma pedra que parece carne.
Ver detalhes de Museu do Palácio Nacional
11Parque nacional criado em 1985 nos morros ao norte de Taipé, com fumarolas de enxofre, cerejeiras em flor e o Qixing, vulcão adormecido de 1.120 metros.
Ver detalhes de Parque Nacional Yangmingshan
12Bairro de fontes termais no norte da cidade, onde uma casa de banhos pública de 1913, então a maior do Leste Asiático, virou museu em 1998.
Ver detalhes de Beitou e o Museu das Fontes Termais
1No Xingtian, o altar principal é de Guan Yu, figura histórica venerada como padroeiro dos comerciantes, dos militares e dos policiais. Fundado em 1967, é um templo jovem para os padrões da cidade, numa esquina de Zhongshan, e tão presente na vida do bairro que empresta o nome à estação de metrô vizinha.
O que se nota primeiro é o que falta: fumaça. Em 2014, o Xingtian virou o primeiro templo de Taiwan a abolir a queima de incenso, para reduzir a poluição do ar. Sem a névoa, os detalhes ficam nítidos e a reza continua a mesma, só que com o ar bem mais leve.
2O memorial foi construído depois da morte de Chiang Kai-shek, em 1975, e inaugurado em 1980. O salão branco tem 76 metros de altura e telhado azul octogonal, e as duas escadarias brancas têm 89 degraus cada, número que remete à idade dele ao morrer. Nas laterais da praça ficam o Teatro Nacional e a Sala Nacional de Concertos.
A praça foi rebatizada como Praça da Liberdade em 2007 e serviu de palco para grandes concentrações, como as manifestações estudantis de 1990, que contribuíram para reformas políticas. O local passou a abrigar exposições sobre o período da lei marcial e a democratização de Taiwan. Desde 2024, os exercícios da guarda de honra acontecem do lado de fora, na avenida em frente ao salão principal.
3No Longshan, preste atenção a um som seco de madeira batendo no chão. São os jiaobei, pares de blocos que a pessoa joga até três vezes depois de rezar, para pedir uma resposta ou uma confirmação. Fundado em 1738 por imigrantes de Fujian, o templo enfrentou terremotos, incêndios e um bombardeio em 1945, e foi reerguido a cada perda.
As rezas começam diante de Guanyin, no salão central, mas a casa é compartilhada: há altares para Mazu, Guan Yu, Wenchang e Yue Lao, o deus do amor, cujos fios vermelhos fazem sucesso entre quem procura par. A tradição manda entrar pela porta do Dragão, sair pela do Tigre e não pisar na soleira.
4Ximending vive de compras e entretenimento desde os anos 1930, e quase um século depois continua levando o papel a sério. Não é bairro para visitar com lista: a graça é andar sem rumo, entrar numa loja por curiosidade, provar alguma coisa num balcão e sentar quando os pés pedirem.
Funciona melhor como ponte entre a parte histórica do dia e o jantar. Depois do Memorial Chiang Kai-shek e do Templo Longshan, dá para passar o fim da tarde por aqui e então seguir para o mercado noturno de Ningxia, em Datong, onde escolher em qual fila entrar vira o principal programa da noite.
5O Bao'an começou a ser erguido em 1804, no lugar de um santuário de madeira de 1742, e é dedicado a Baosheng Dadi, também grafado Poh Seng Tai Tay. Em 2003, o trabalho de conservação do templo recebeu um prêmio da UNESCO para patrimônio cultural na Ásia-Pacífico, então vale olhar devagar os detalhes de madeira e pedra.
Entre meados de abril e meados de junho, o Festival Cultural Baosheng comemora o aniversário da divindade, e quem vai nessa época encontra o templo em clima de festa. Colado a ele fica o Templo de Confúcio de Taipé, e as duas visitas cabem na mesma manhã, sem pressa.
6A Dihua foi aberta na década de 1850, quando comerciantes de Quanzhou se mudaram para cá, e ao longo do século 19 virou o endereço do comércio de ervas medicinais, tecidos e materiais para incenso, além do beneficiamento do chá taiwanês. A vocação não sumiu: o entorno segue entre as áreas comerciais mais ativas de Taipé.
O grande momento do ano chega nas semanas antes do Ano-Novo Lunar, quando a rua vira o endereço das compras festivas e a calçada é disputada sacola a sacola. Nos outros meses, o passeio fica mais solto, bom para reparar nas fachadas antigas, alvo de esforços de preservação, e entrar nas lojas sem empurra-empurra.
7O desenho do Taipei 101 lembra um broto de bambu ou um pagode: oito blocos de oito andares empilhados, porque o número 8 está associado à prosperidade. A torre tem 508 metros, foi inaugurada em 31 de dezembro de 2004 e foi o prédio mais alto do mundo até a chegada do Burj Khalifa, em Dubai.
O elevador vai do 5º ao 89º andar em cerca de 37 segundos, tempo suficiente para os ouvidos protestarem. O mirante coberto ocupa os andares 88 e 89, e há áreas ao ar livre no 91 e, desde 2019, no 101. Perto do topo fica o amortecedor, um pêndulo de aço de 660 toneladas que segura o balanço da torre.
8Em Taipé, a foto mais bonita do Taipei 101 se tira de fora dele, do alto da Montanha do Elefante. O morro tem 183 metros e faz parte do grupo dos Quatro Animais, ao lado das montanhas do Leão, do Leopardo e do Tigre. A trilha até o pico soma cerca de 1,5 km, e a subida cobra cada metro.
Um dos acessos sai da saída 2 da estação Xiangshan: caminhe para o sul até o Templo Lingyun, ao lado do início da trilha. No alto estão as Seis Pedras Gigantes, de onde se vê a bacia de Taipé, e plataformas de observação muito usadas por fotógrafos.
9Raohe é um corredor só, de cerca de 600 metros, o que simplifica a estratégia: entre por uma ponta, coma até a outra e, se ainda couber alguma coisa, faça o caminho de volta. O prato da casa é a costela de porco cozida com ervas chinesas, servida por muitas barracas e restaurantes e vista como reforço para os dias frios.
Segundo o guia oficial de turismo, o mercado abre no fim da tarde e vai até perto da meia-noite. Fica em Songshan, no leste da cidade, o que faz dele a parada natural depois da Montanha do Elefante: a sopa quente chega como recompensa por cada degrau.
10As estrelas do museu são um repolho e um pedaço de carne de porco. O Repolho de Jade e a Pedra em Forma de Carne, um jaspe esculpido para parecer porco cozido no molho, mostram o grau de detalhe que espera por você nas salas.
O acervo tem origem no museu fundado em 1925 na Cidade Proibida, em Pequim. Em 1948 e 1949, quase 3 mil caixas com as peças mais valiosas foram levadas para Taiwan, e o prédio de Shilin foi inaugurado em 1965. Hoje são quase 700 mil itens, com cerca de 1% em exposição a cada vez, então o que está nas vitrines é sempre uma pequena amostra.
11Em Xiaoyoukeng, ao pé da montanha Qixing, o chão solta vapor, há cristais de enxofre nas pedras e fontes termais por perto, tudo resultado da atividade vulcânica que ainda mexe com a paisagem. O Qixing, com 1.120 metros, é o ponto mais alto de Taipé e o vulcão adormecido mais alto de Taiwan.
A área era conhecida como Montanha da Grama e, em 1950, ganhou o nome atual, em homenagem a Wang Yangming, pensador da dinastia Ming. Criado em 1985, o parque ocupa cerca de 113 km² e tem nas cerejeiras em flor uma de suas grandes atrações. Também há gado semisselvagem pastando nas áreas abertas, então olhe por onde anda.
12Beitou é para onde Taipé leva os ombros cansados. O símbolo do bairro é a antiga casa de banhos pública, inaugurada em 1913, durante o domínio japonês, e inspirada numa casa de banhos da região de Izu, no Japão. Na época, era a maior casa de banhos do Leste Asiático.
Depois da Segunda Guerra, o prédio ficou abandonado. Em 1994, professores e alunos de uma escola primária do bairro o encontraram num passeio de estudos e pediram sua preservação; em 1997 ele virou patrimônio histórico municipal e, em 1998, reabriu como museu. A estação Xinbeitou do metrô fica a menos de 500 metros.
Nas áreas pagas do metrô é proibido comer, beber e mascar chiclete, e fumar é vetado em todo o sistema. Termine o chá antes da catraca. Para pagar, o EasyCard, cartão por aproximação, vale no transporte público da cidade.
A maioria dos voos internacionais chega a Taoyuan, a cerca de 40 km a oeste da cidade. Songshan fica dentro de Taipé e atende sobretudo voos domésticos e fretados, além de algumas rotas internacionais.
O Brasil não aparece na lista oficial de países isentos de visto para Taiwan, então consulte o Escritório Econômico e Cultural de Taipei no Brasil com antecedência. Passaporte com pelo menos seis meses de validade e cartão de chegada online também entram no checklist.
Entre pela porta do Dragão e saia pela do Tigre; a porta central costuma ficar reservada às divindades. O incenso é opcional: unir as palmas das mãos também é uma forma aceita de reverência. Alguns templos proíbem fotos em áreas internas, e comer carne lá dentro deve ser evitado.
A temporada de tufões vai de junho a outubro, e os meses mais chuvosos são de junho a setembro. Acompanhe os alertas oficiais de meteorologia e tenha um plano coberto na manga, como o Museu do Palácio Nacional.
A voltagem padrão é 110 V. Hotéis e restaurantes costumam cobrar uma taxa de serviço de cerca de 10%. Em emergência, ligue 110 para a polícia e 119 para bombeiros e ambulância.
Em Taipé, o jantar costuma acontecer em pé, entre barracas. Shilin ocupa as ruas em volta da Dadong e da Danan e vai de bife a sopa grossa de lula; Ningxia, em Datong, foi o primeiro mercado noturno da cidade a separar pedestres e carros e se dedica aos petiscos taiwaneses tradicionais; Raohe é o território da costela com ervas. Na hora do almoço, a resposta costuma estar no balcão do bairro, numa tigela de lu rou fan.
Barriga de porco picada, refogada com chalota e cozida no shoyu, servida sobre arroz branco. Um ícone da comida caseira taiwanesa.
Sopa de costela cozida com ervas chinesas, especialidade de Raohe e pedida clássica para se aquecer nos meses frios.
Ostras e ovo na chapa, um dos clássicos das barracas de Shilin, para comer quente, ali mesmo, de pé.
Utilizamos cookies e tecnologias semelhantes, como o Google Analytics, de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições. Você pode recusar a qualquer momento na política.