1Masjid al-Haram e a Kaaba
A Mesquita Sagrada, com a Kaaba no centro do pátio de mármore branco, é o ponto para onde os muçulmanos se voltam nas orações e onde começam a umrah e o hajj.
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Meca recebe muçulmanos do mundo inteiro o ano todo para a umrah e, uma vez por ano, para o hajj. A entrada na cidade é permitida somente a muçulmanos; este guia é para quem vai em peregrinação.
A kiswa, o tecido bordado que cobre a Kaaba, é renovada no primeiro dia de cada ano do calendário hijri e é confeccionada na própria Meca, no Complexo Rei Abdulaziz, no bairro de Umm al-Joud.
Dentro do haram de Meca, atos permitidos em outros lugares, como caçar e cortar árvores, são proibidos.
O trem de Al-Mashaer, que liga Arafat, Muzdalifah e Mina, só circula na temporada do hajj, entre os dias 7 e 13 de Dhu al-Hijjah; a primeira viagem foi em 2010.
O complexo do Jamarat, em Mina, tem cinco andares, mas suas fundações foram projetadas para receber até doze, prevendo o aumento do número de peregrinos.
1A Mesquita Sagrada, com a Kaaba no centro do pátio de mármore branco, é o ponto para onde os muçulmanos se voltam nas orações e onde começam a umrah e o hajj.
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2O poço fica a cerca de 20 m da Kaaba e não é aberto ao público; a água chega aos fiéis por bebedouros e recipientes espalhados pela mesquita e pelos pátios.
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3Galeria coberta entre as colinas de Safa e Marwa, dentro da Mesquita Sagrada, onde se faz o sa'i: sete percursos que começam em Safa e terminam em Marwa.
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4Monte de cerca de 640 m a uns 5 km da Mesquita Sagrada, com a caverna de Hira no alto, onde, segundo a tradição islâmica, começou a revelação do Alcorão.
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5Monte ao sul da Mesquita Sagrada, com cerca de 750 m, onde fica a caverna em que, segundo a tradição, o profeta Muhammad e Abu Bakr se abrigaram a caminho de Medina.
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6Museu em Umm al-Joud, perto do complexo onde é feita a kiswa da Kaaba, com peças antigas da Kaaba e maquetes da Masjid al-Haram e da Mesquita do Profeta.
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7Torre central do complexo Abraj Al-Bait, com 601 m e um relógio de quatro faces visível a 25 km; os andares do topo abrigam um museu de astronomia e medição do tempo.
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8Vale a cerca de 7 a 8 km da Mesquita Sagrada, coberto de tendas brancas, onde os peregrinos ficam no dia 8 de Dhu al-Hijjah e nos dias de tashreeq. Fora do hajj, fica vazio.
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9Área aberta entre Mina e Arafat onde os peregrinos do hajj passam a noite do dia 10 de Dhu al-Hijjah, ao voltar de Arafat, e recolhem as pedrinhas para o Jamarat.
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10Planície a cerca de 20 km da Mesquita Sagrada, com o Jabal al-Rahmah, onde os peregrinos permanecem no dia 9 de Dhu al-Hijjah, o Dia de Arafah.
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1No centro da Masjid al-Haram está a Kaaba, coberta pela kiswa, tecido de seda bordado com fios de ouro e prata. Em volta dela se abre o mataf, o pátio de mármore branco onde se faz o tawaf, e no canto sudeste fica a Pedra Negra. Perto dali, o Maqam Ibrahim está sob uma cúpula de cristal desde 1967. A terceira grande ampliação saudita começou no reinado do rei Abdullah e seguiu sob o rei Salman.
Desde a segunda ampliação, a mesquita soma mais de cem portões, e combinar com o grupo um portão de referência evita desencontros. O Ministério do Hajj e Umrah recomenda guardar os pertences em cofres em vez de deixá-los nos portões e pátios.
2O poço de Zamzam fica a uns 20 m a leste da Kaaba e tem cerca de 30 m de profundidade. Desde 1964, a boca do poço está numa sala subterrânea fechada ao público, e as antigas entradas do subsolo foram cobertas em 2003, o que ampliou o mataf. Segundo a tradição, a água surgiu para Hajar e o pequeno Ismail depois da busca entre Safa e Marwa.
Hoje a água é bombeada por cerca de 5 km até a estação de Kudai, inaugurada em 2010, onde é filtrada e tratada com luz ultravioleta antes de voltar por tubulação aos bebedouros da mesquita. Recipientes com água gelada e em temperatura ambiente ficam pelos corredores e pátios, e funcionários circulam com reservatórios nas costas. Pequenas garrafas também são distribuídas sem custo.
3As pequenas colinas de Safa e Marwa ficam do lado leste da Masjid al-Haram, e o caminho entre elas, o mas'a, foi incorporado à arquitetura da mesquita em 1956. Hoje é uma galeria de quatro andares com cerca de 40 m de largura. Cada trecho mede pouco menos de 400 m, e os sete percursos do sa'i somam perto de 2,8 km. A tradição islâmica liga o rito a Hajar, mulher do profeta Ibrahim, que andou entre as duas colinas em busca de água para o filho Ismail.
No meio do caminho, luzes verdes marcam o ponto mais baixo do antigo vale. Há orientações diferentes para homens e mulheres nesse trecho, e o seu grupo explica o que fazer. Como são quase 3 km a pé, beba água antes de começar e reserve um tempo de descanso depois.
4A cerca de 5 km a nordeste da Mesquita Sagrada, o Jabal al-Nour se reconhece de longe pelo pico em forma de corcova de camelo. A caverna de Hira fica no alto: a entrada tem uns 4 m de comprimento por 1 m de largura, e o interior comporta quatro ou cinco pessoas. A tradição islâmica situa ali a primeira revelação ao profeta Muhammad, com o versículo que começa por "Lê, em nome do teu Senhor, que criou".
A subida tem cerca de 1.750 degraus e leva de meia hora a três horas, conforme o fôlego e o movimento na trilha. A visita é opcional e não integra os ritos da umrah nem do hajj. Ao pé da montanha, o Ministério do Turismo vem instalando um centro de visitantes dentro do programa de locais históricos islâmicos.
5Ao sul da Mesquita Sagrada, o Jabal Thawr tem formato arredondado, com dez picos pontiagudos, e chega a cerca de 755 m, segundo a Saudipedia. No passado, era chamado de Jabal Athal. No monte fica a caverna de Thawr, ligada pela tradição islâmica à hijra: ali o profeta Muhammad e seu companheiro Abu Bakr se esconderam dos coraixitas antes de seguir, em segredo, para Medina.
Mais alto que o Jabal al-Nour, o Thawr pede preparo físico, calçado firme e bastante água para quem decide subir. Quem não pretende encarar a encosta pode vê-lo de baixo, numa volta pelos locais históricos combinada com o grupo. Assim como em Hira, ir até a caverna é uma escolha pessoal, não uma etapa da peregrinação.
6Inaugurada em fevereiro de 2000, a Exposição de Arquitetura das Duas Mesquitas Sagradas ocupa cerca de 1.200 m² no bairro de Umm al-Joud, perto do Complexo Rei Abdulaziz, onde se fabrica a kiswa. São sete salas, entre elas as dedicadas à Kaaba, à Masjid al-Haram, à Mesquita do Profeta, em Medina, ao poço de Zamzam, à fotografia e aos manuscritos.
Entre as peças estão uma coluna de madeira da Kaaba datada do ano 65 da hégira, uma calha da Kaaba de 1021, uma escada de madeira de 1240 e uma porta de 1363, além de maquetes detalhadas das duas mesquitas, manuscritos e fotografias antigas. A visita ajuda a entender, em escala reduzida, as ampliações que você percorre a pé no centro da cidade.
7A torre central do Abraj Al-Bait, conjunto de sete edifícios diante da fachada sul da Mesquita Sagrada, tem 601 m de altura e foi aberta em 2012. Cada uma das quatro faces do relógio mede 43 m de diâmetro, e o mostrador pode ser visto a cerca de 25 km. O complexo ocupa o terreno da fortaleza otomana de Ajyad, do século 18, demolida para a obra; nos andares de baixo funcionam hotéis e um centro comercial.
Os quatro andares do topo abrigam o Clock Tower Museum, aberto em 2019, com salas sobre o universo, o Sol e a Lua e os instrumentos usados para medir o tempo. Na base da agulha, um centro científico é usado para observar a lua crescente que marca o início dos meses do calendário islâmico.
8Mina ocupa cerca de 16,8 km² dentro dos limites sagrados e, segundo a Saudipedia, só é habitada na temporada do hajj. É ali que os ritos do hajj começam, no dia 8 de Dhu al-Hijjah, e é para lá que os peregrinos voltam na manhã do dia 10, depois de Arafat e Muzdalifah, para passar os dias de tashreeq. As tendas, de fibra de vidro revestida de teflon e resistentes ao fogo, cobrem cerca de um quinto da área e abrigam por volta de 2,6 milhões de pessoas.
Em Mina ficam também os três pilares do Jamarat, dentro de um complexo de cinco andares preparado para cerca de 300 mil peregrinos por hora, e a mesquita al-Khayf. Fora da temporada do hajj, o vale costuma ser visto de passagem, com o grupo, para conhecer o lugar onde esses ritos acontecem.
9Muzdalifah fica entre Arafat e Mina, a uns 6 km de Arafat, e soma cerca de 9,6 km² dentro dos limites sagrados. Na noite do dia 10 de Dhu al-Hijjah, depois do dia em Arafat, os peregrinos chegam ali, rezam juntas e abreviadas as orações do maghrib e do isha e passam a noite. É também em Muzdalifah que se recolhem as pedrinhas usadas depois no Jamarat, em Mina.
No centro da área fica a mesquita al-Mash'ar al-Haram, ampliada no período saudita, com capacidade para cerca de 12 mil fiéis e dois minaretes de 32 m. Fora do hajj, Muzdalifah costuma ser vista só de passagem, no caminho entre Arafat e Mina, durante a volta pelos locais sagrados.
10Arafat fica a uns 20 km da Mesquita Sagrada, a 10 km de Mina e a 6 km de Muzdalifah, e é o único dos locais sagrados do hajj situado fora dos limites do haram. No dia 9 de Dhu al-Hijjah, o Dia de Arafah, os peregrinos permanecem na planície, e na mesquita Namirah, no lado oeste, são feitas as orações do dhuhr e do asr. A mesquita ocupa mais de 110 mil m² e recebe perto de 400 mil fiéis.
O Jabal al-Rahmah, o Monte da Misericórdia, é uma elevação rochosa que sobe cerca de 65 m acima do terreno ao redor. Fora da temporada do hajj, muitos grupos param ao pé dele durante a volta pelos locais sagrados, para que o peregrino conheça o lugar antes de, um dia, voltar para o hajj.
Há o visto de umrah, solicitado pelo Nusuk, e muçulmanos com visto de turista também podem fazer a umrah durante a estadia permitida; nenhum dos dois vale para o hajj. Com o visto de umrah, cada viagem exige um pacote de serviços de um operador licenciado no Nusuk e uma permissão de umrah emitida no aplicativo antes da chegada, com as mesmas datas do pacote. Os vistos de umrah não são emitidos na temporada do hajj, entre 15 de Dhu al-Qi'dah e 15 de Dhu al-Hijjah.
O hajj exige licença própria e acontece em datas definidas pelo calendário lunar, anunciadas oficialmente a cada ano. Para peregrinos de países de minoria muçulmana, o Ministério do Hajj e Umrah abre o registro pelo Programa de Hajj Direto, feito somente na plataforma oficial Nusuk Hajj; o ministério avisa que nenhum intermediário está autorizado a registrar peregrinos por esse programa. Confirme se o seu país está incluído e desconfie de ofertas fora dos canais oficiais.
O ihram é assumido antes de cruzar o miqat, o limite fixado para cada rota de chegada. Os homens costumam usar duas peças brancas sem costura, uma presa na cintura e outra sobre o tronco, com sandálias; as mulheres usam roupas comuns e recatadas, sem traje especial. Quem chega de avião em geral se prepara antes do voo ou a bordo, e alguns aeroportos têm salas para isso. Siga a orientação do seu grupo sobre o que é proibido nesse estado.
As autoridades sauditas exigem a vacina meningocócica quadrivalente (ACWY) para quem vai às áreas da umrah e do hajj a partir de 1 ano de idade, aplicada pelo menos 10 dias antes da chegada. A versão conjugada vale por cinco anos, e a polissacarídica, por três. Dependendo do país de origem ou de escala, também podem ser exigidas vacinas contra pólio e febre amarela.
No verão, as tardes em Meca passam dos 40 °C, e mesmo no inverno o dia pode superar 30 °C. Beba água o tempo todo, prefira se deslocar de madrugada e à noite e procure atendimento ao primeiro sinal de mal-estar: desidratação, exaustão pelo calor e insolação estão entre os riscos apontados pelas autoridades de saúde. Grandes multidões também aumentam o risco de infecções respiratórias.
Meca não tem aeroporto. O mais próximo é o Internacional Rei Abdulaziz, em Jidá, a cerca de 70 km. O Trem de Alta Velocidade Haramain, que roda a até 300 km/h desde 2018, liga Meca a Jidá, ao aeroporto e a Medina; confira horários e tarifas nos canais oficiais da operadora.
Na mesa saudita, a kabsa é o prato de honra: arroz com carne, frango ou legumes, servido numa travessa única em volta da qual se sentam de quatro a dez pessoas, e comido tradicionalmente com a mão direita. Dela derivam outros pratos de arroz, como o mandi. A cozinha do Hejaz, a região de Meca, tem receitas próprias, como o saleeg, e a hospitalidade passa pelo café árabe, moído com cardamomo e servido com tâmaras.
Arroz cozido com carne, frango ou legumes numa só panela, temperado de forma diferente em cada casa e servido em travessa para dividir.
Arroz cozido em caldo de carne; na versão de Meca, chega à mesa com a carne por cima.
Massa fina dobrada em quadrado e recheada principalmente com carne moída, frita ou assada, comida com limão e pimenta verde. Popular no oeste do país.
Café árabe com cardamomo moído junto aos grãos, oferecido como sinal de hospitalidade e acompanhado de tâmaras.
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