1Senso-ji
Templo budista de Asakusa cuja história começa, segundo a tradição, com uma imagem de Kannon encontrada por pescadores em 628. Na entrada, uma lanterna vermelha de cerca de 700 kg.
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Em Shibuya, o sinal abre e até três mil pessoas atravessam ao mesmo tempo, em todas as direções. Uma estação de trem depois, numa floresta plantada em volta de um santuário, o barulho mais alto é o dos seus passos.
A lanterna vermelha do Kaminarimon, o portão de entrada do Senso-ji, pesa cerca de 700 kg. A atual, de 2013, é a quinta versão, e é recolhida durante o festival Sanja Matsuri para que objetos altos passem pelo portão.
O Senso-ji recebe, segundo as estimativas, mais de 30 milhões de visitantes por ano, o que o coloca entre os lugares religiosos mais visitados do mundo.
Akihabara deve o nome a Akiba, divindade protetora contra incêndios homenageada num santuário erguido depois de um grande fogo em 1869.
Tsukishima, a ilha das casas de monjayaki, não existia até 1892: é um aterro feito na foz do rio Sumida.
O Japão adotou horário de verão entre 1948 e 1952, durante a ocupação aliada, e abandonou a ideia desde então. O relógio de Tóquio fica em UTC+9 o ano inteiro.
1Templo budista de Asakusa cuja história começa, segundo a tradição, com uma imagem de Kannon encontrada por pescadores em 628. Na entrada, uma lanterna vermelha de cerca de 700 kg.
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2O museu nacional mais antigo do Japão, fundado em 1872 no Parque Ueno, com cerca de 120 mil bens culturais e 89 Tesouros Nacionais no acervo.
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3Bairro de templos pequenos, cemitério arborizado e uma rua comercial de 170 metros que escapou das guerras e dos terremotos. Fica melhor no fim da tarde, na escadaria Yuyake Dandan.
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4O distrito que vendia eletrodomésticos no pós-guerra e, a partir dos anos 1980, virou o centro da cultura otaku, com lojas de anime, mangá, videogame e eletrônicos.
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5Santuário xintoísta dedicado ao imperador Meiji e à imperatriz Shoken, fundado em 1920 no meio de uma floresta de 70 hectares plantada com árvores doadas de todo o Japão.
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6O cruzamento em frente à estação de Shibuya, aberto em 1973, onde de mil a três mil pessoas atravessam a cada sinal verde, inclusive na diagonal, ao lado da praça de Hachiko.
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7Dois mirantes gratuitos no 45º andar da sede do governo de Tóquio, projetada por Kenzo Tange. Em dia limpo, o Monte Fuji aparece, e o pôr do sol é o horário mais disputado.
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8Viela de cerca de 60 balcões minúsculos junto à saída oeste da estação de Shinjuku, nascida num mercado informal do pós-guerra. Mais da metade das casas serve espetinhos na brasa.
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9Antigo jardim imperial de 58 hectares com três estilos lado a lado, japonês, francês e inglês, e cerca de 1.500 cerejeiras que florescem do fim de março ao fim de abril.
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10Em 2018, o mercado atacadista e os leilões de peixe saíram de Tsukiji para Toyosu, mas o mercado externo ficou: ruelas de lojas e restaurantes de comida que seguem cheias.
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11Jardim criado a partir de 1654 em terreno aterrado na baía de Edo, com um lago de água salgada que sobe e desce com a maré e uma casa de chá servindo matcha no meio dele.
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1A tradição conta que, em 628, dois irmãos pescadores encontraram na rede uma imagem de Kannon no rio que hoje se chama Sumida, e o templo nasceu dessa história. Você entra pelo Kaminarimon, sob uma lanterna vermelha de quase quatro metros, e segue pelos cerca de 250 metros da Nakamise, uma rua com umas 70 lojas de doces, leques e lembranças.
O salão principal e o pagode de cinco andares foram destruídos no bombardeio de 10 de março de 1945 e reerguidos nas décadas seguintes. Diante do salão, a fumaça de incenso sobe sem parar, e muita gente a puxa com as mãos na direção do corpo, pedindo saúde. Dentro dos salões, fotos costumam ser proibidas; nos pátios, em geral estão liberadas.
2Fundado em 1872, é o museu nacional mais antigo do país e guarda cerca de 120 mil bens culturais, 89 deles classificados como Tesouros Nacionais, segundo os dados de 2023. Não tente ver tudo. O prédio principal, o Honkan, conta a história da arte japonesa em sequência e sozinho já ocupa uma manhã.
Se sobrar energia, atravesse para a Galeria dos Tesouros do Horyu-ji, aberta em 1999, com 319 peças vindas de um templo de Nara. Num dia de chuva forte ou de calor de agosto, este é o refúgio mais inteligente da cidade: silêncio, ar fresco e séculos de arte em vitrines bem iluminadas. Na saída, Yanaka fica a uma caminhada dali.
3Yanaka passou sem grandes estragos pelas guerras e pelos desastres que redesenharam o resto de Tóquio, e isso se nota na escala das coisas: casas baixas, ruelas estreitas, templos pequenos em sequência. Comece pelo cemitério de Yanaka, grande e arborizado, com trilhas tranquilas entre túmulos e templos, um bom lugar para desacelerar depois da manhã de museu.
Do cemitério, siga para a Yanaka Ginza, rua de cerca de 60 lojas em 170 metros, com cara de era Showa e petiscos tradicionais. Antes de descer, pare no alto da Yuyake Dandan, a escadaria do pôr do sol: quando o tempo ajuda, a rua inteira fica alaranjada. Procure também as estátuas dos Sete Gatos da Sorte espalhadas pelo caminho.
4Logo depois da Segunda Guerra, Akihabara ganhou o apelido de Cidade Elétrica: era aqui que Tóquio comprava televisão, geladeira, máquina de lavar e aparelho de som. Nos anos 1980, quando os eletrodomésticos perderam o encanto, as lojas trocaram de vitrine e passaram a vender computadores, atraindo um público que logo trouxe junto o anime, o mangá e o videogame.
Hoje o bairro é o endereço mais conhecido da cultura otaku, com lojas de colecionáveis, games, revistas de fãs e eletrônicos. Perto da estação, cosplayers distribuem panfletos dos maid cafés, numerosos na região. Mesmo quem não acompanha anime costuma se divertir só olhando o que existe à venda, prateleira após prateleira.
5Difícil acreditar que a mata em volta do Meiji Jingu foi plantada: são cerca de 120 mil árvores de 365 espécies, doadas por gente de todas as regiões do Japão quando o santuário foi criado. O prédio original, de 1920, foi destruído nos bombardeios da Segunda Guerra; o atual ficou pronto em 1958.
Antes do salão de oferendas fica a fonte de purificação. Lave a mão esquerda, depois a direita, ponha um pouco de água na mão em concha para enxaguar a boca e cuspa ao lado, nunca dentro da fonte nem direto da concha. Na hora de rezar, a sequência é moeda, duas reverências, duas palmas e uma reverência final. Ande pelas laterais do caminho: o centro é reservado às divindades.
6As contagens variam, mas as estimativas falam em mil a três mil pessoas por sinal verde, que abre mais ou menos a cada dois minutos. Segundo um levantamento de 2014, passam por ali cerca de 260 mil pedestres num dia útil e perto de 390 mil nos dias de folga. Todos os carros param juntos, e a multidão sai das calçadas ao mesmo tempo, em linha reta e na diagonal.
Atravesse uma vez no meio da onda, só para sentir, e depois procure um ponto alto para ver o desenho que a multidão faz lá de cima. A praça da estátua de Hachiko fica logo ao lado, na saída da estação. À noite, a área tem restrição para beber na rua, então deixe a cerveja para o bar.
7A sede do governo de Tóquio, projetada por Kenzo Tange, se divide em duas torres no alto, e cada uma tem um mirante no 45º andar. A entrada é gratuita, o que, em matéria de vista panorâmica de Tóquio, chega a parecer erro de digitação. Lá em cima há cafés e um mar de prédios que vai até onde a vista alcança.
Em dias limpos, o Monte Fuji aparece no horizonte, e é por isso que o fim da tarde enche: muita gente sobe para ver o pôr do sol e a cidade acender logo depois. Os dois mirantes têm horários e dias de fechamento diferentes, então confira qual está aberto antes de atravessar Shinjuku até lá.
8Por volta de 1946, a área diante da saída oeste de Shinjuku era escombro. Ali cresceu um mercado informal, a Lucky Street, de barracas separadas por uma única tábua. Quando a fiscalização dificultou a venda de pratos feitos com farinha, muitas passaram a grelhar miúdos de porco e de boi. A viela de hoje é herdeira direta disso: cerca de 60 casas, mais da metade de yakitori ou motsuyaki.
Os balcões têm poucos lugares, a fumaça da brasa gruda na roupa e o cardápio às vezes vem só em japonês: aponte, sorria e peça com calma. Em muitos izakayas, um petisco de entrada chamado otoshi chega sem pedido e é cobrado por pessoa. Não é golpe, é costume.
9Em 1590, Tokugawa Ieyasu cedeu o terreno a um senhor feudal da família Naito para sua residência em Edo. Séculos depois, o lugar virou jardim botânico imperial e, em 1906, jardim da família imperial, com o imperador Meiji na inauguração. O público só passou a entrar em 1949. Hoje são 58 hectares em que um jardim japonês divide espaço com um jardim formal francês e gramados no estilo inglês.
Na primavera, cerca de 1.500 cerejeiras transformam os gramados no piquenique mais concorrido de Shinjuku. No outono, a cor muda nas folhas, e o jardim aparece entre os lugares indicados para ver a folhagem na cidade.
10Muita gente ainda chega a Tsukiji procurando o leilão de atum, que mudou de endereço: entre 6 e 11 de outubro de 2018, os negócios do mercado interno foram transferidos para Toyosu, inaugurado no dia 11. O que continuou aqui foi o mercado externo, que segue aberto vendendo alimentos, outros produtos e muita comida pronta para quem passa.
A graça é ir beliscando: um espeto aqui, uma tigela de peixe ali, um doce para fechar. Compre pouco de cada coisa e coma perto da banca, sem atrapalhar o fluxo nas vielas estreitas. Se o seu sonho é ver o leilão, ele hoje acontece em Toyosu, a outra margem dessa história, e pede madrugada e planejamento.
11Em 1654, Tokugawa Tsunashige, filho do xogum Iemitsu, recebeu permissão para aterrar um pedaço da baía de Edo e construir ali uma vila. Os xoguns seguintes usaram o lugar como residência secundária, inclusive para caçar com falcões. Hoje, os arranha-céus do entorno fazem fundo para os pinheiros, e a combinação rende a foto mais curiosa do dia.
O lago Shioiri-no-ike recebe água da baía de Tóquio e muda de nível com a maré. No centro dele, uma casa de chá ligada por duas pontes serve matcha e doces japoneses no estilo da cerimônia do chá: sente-se, beba devagar e olhe a água. O jardim, com cerca de 25 hectares, está aberto ao público desde 1946.
Nos trens e ônibus, fale baixo e deixe as ligações para depois. Na plataforma, espere quem vai descer sair antes de entrar e respeite a fila, inclusive nas escadas rolantes.
Use as lixeiras identificadas quando encontrar uma; quando não houver, guarde o lixo e leve embora. Um saquinho na mochila resolve o dia inteiro.
A gorjeta não é esperada, e o serviço já está no preço. O agradecimento que funciona é um gochisosama no fim da refeição. Nos izakayas, conte com o otoshi, a entradinha cobrada por pessoa.
Tire os sapatos quando for pedido, não toque nos objetos expostos e veja as placas antes de fotografar: dentro dos salões, a foto costuma ser proibida. Peça permissão antes de fotografar pessoas, inclusive quem está rezando.
O verão é quente e úmido, e o calor pode seguir até setembro. Junho é mês de chuva, e um tufão pode passar em setembro ou outubro. No calor, beba água, reponha o sal e use chapéu ou sombrinha.
Brasileiros com passaporte comum com chip podem entrar no Japão sem visto para turismo, por até 90 dias, numa regra prorrogada até setembro de 2029. A dispensa não vale para trabalhar e não garante a entrada: confira as regras na embaixada antes de viajar.
Em Tóquio, uma das melhores refeições da viagem pode sair de um balcão de oito lugares ou de uma máquina de tíquetes na porta de uma casa de ramen, onde você paga antes e entrega a ficha ao atendente. Espere alguém indicar o seu lugar, mesmo vendo mesa vazia, peça pelo menos um prato por pessoa e diga itadakimasu antes de comer. Apontar para a foto do cardápio é perfeitamente aceito.
O estilo nascido em Edo, a antiga Tóquio, como refeição rápida para quem trabalhava. Prove o atum marinado no shoyu (zuke), a kohada e o anago, com a mão e numa mordida só.
Massa mole de farinha com repolho e gengibre, mais polvo, camarão ou queijo, que você mesmo espalha na chapa da mesa. Tsukishima tem mais de 80 casas especializadas.
Espetos na brasa de frango ou de miúdos, a comida que fez nascer a Omoide Yokocho. Peça alguns, uma bebida, e repita.
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